Bombeiros Voluntários de Butiá levam a segunda maior premiação da história do The Wall

19/05/2019

Voluntários conquistaram R$ 232 mil, com objetivo de investir na compra de um caminhão de bombeiros, equipamentos e construir uma sede própria.

Os bombeiros voluntários Adilson Gonçalves, Denaide Machado e Henrique  Rupp representaram muito bem Butiá e todos os bombeiros voluntários do Brasil, no quadro “The Wall”, do programa Caldeirão do Huck, que foi ao ar na tarde deste sábado (18).

 

 Butiaenses conquistaram a segunda maior premiação da história do programa

 

Gravado entre setembro e outubro do ano passado, o prêmio foi depositado em dezembro, o que permitiu que os bombeiros comprassem um caminhão de resgate, novos equipamentos, melhorias em todas viaturas que possuíam, e ainda  adquirir uma estrutura metálica para iniciar a construção de uma nova sede, pois hoje estão baseados em uma casa de madeira que lhes foi emprestada. Para a última parte do sonho sair do papel, falta apenas a Prefeitura doar um terreno, que está em fase final de encaminhamento para a Câmara de Vereadores aprovar.

 Programa foi gravado em Butiá no mês de setembro de 2018 e nos estúdios da TV Globo em outubro do mesmo ano

 

No programa, Adilson foi responsável pelas respostas, enquanto Denaide organizou as bolas para jogar no painel. Henrique ficou na plateia torcendo pelos colegas. O apoio emocional foi necessário: quando Adilson errava as perguntas, um valor era subtraído da quantia conquistada. 

 

Denaide sofria diante da plateia, chegando a se ajoelhar no chão e a espremer uma mão na outra. Quando o parceiro acertava, vibrava.

 

"Eu nunca vi isso! O caminhão do Corpo de Bombeiros Voluntários de Butiá tá nascendo... Por isso que eu digo: 'Quem planta o bem, colhe o bem'. Eles são bombeiros voluntários e não ganham um tostão por isso", disse o apresentador Luciano Huck após uma bola cair direto no valor de 150 mil, misteriosamente.

 

JOGADAS DE SORTE

 

Na primeira rodada, Denaide e Adilson responderam às perguntas juntos no palco e somaram R$ 12.652. Na segunda rodada, Adilson foi para o isolamento e mandou muito bem! Ele acertou quatro das seis perguntas! Os dois juntaram R$67.653.

 

Na terceira rodada, Adilson recebeu o contrato, que poderia assinar ou rasgar. Caso assinasse, elas levariam o valor de R$24.652 (12.652 mais R$3 mil de cada resposta correta). Mas Adilson preferiu rasgar, chancelando os R$ 232.655, para levar para casa.

 

SEGREDO

 

Havia uma condição no contrato do programa: que os vencedores mantivessem o prêmio em segredo até o programa ir ao ar, o que ocorreu somente sete meses após a gravação. Em dezembro, com o dinheiro na conta e a necessidade de comprar os veículos, Adilson entrou em contato com a direção do Caldeirão: teria de ser honesto com os moradores da cidade, informando de que jeito uma corporação tão precária havia conseguido dinheiro para um caminhão de combate, por exemplo. 

 

O esclarecimento foi autorizado e Butiá tomou conhecimento da vitória dos bombeiros voluntários.

 

Para o presidente da corporação, Joel Maraschin, cada investimento é debatido entre a diretoria, aprovado e a compra feita.

— O Caldeirão mudou nossa história. Vivíamos apenas de doações, pedágios solidários, sem apoio do poder público. Em 2018 chegamos a cogitar a hipótese de encerrar as atividades, mas do nada surgiu a oportunidade do programa. Demos um salto, reconheceu Maraschin.

 

 

HISTÓRIA

Criada em 18 de dezembro de 2010, a associação do Corpo de Bombeiros Voluntários de Butiá - CBVB, visa agilizar o combate a incêndios em Butiá, já que o Corpo de Bombeiros Militar mais próximo, na cidade de São Jerônimo, levava cerca de 30 minutos para chegar até o município em atendimentos.

 

Com atividade plena durante os dois primeiros anos, sem apoio do poder público e com baixa adesão da comunidade, o CBVB acabou parando de atuar. Somente em 2016 que um grupo de amigos resolveu reviver o projeto dos Bombeiros Voluntários de Butiá, formar uma nova diretoria, regularizar toda documentação, proporcionar cursos de formação, atrair mais interessados e ai dar vida novamente a corporação.

 

O grupo conseguiu fazer com que isso acontecesse, a comunidade passou a comprar a ideia, empresários e comerciantes também, e de 2016 por diante, o Corpo de Bombeiros Voluntários de Butiá está mais vivo do que nunca.

 

Fotos: TV Globo e Arquivo CBVB

 

 

 

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